Os Ribadouro
1. Ermegildo Gutierrez, ca 842 (Astúrias) -919/ (filho do conde Gutierre Ermegildes e de sua mulher D. Elvire), foi mordomo do palácio (antes de 25.9.883, data em que confirma um documento real com este cargo) e "braço-direito" do rei Alfonso III. É referido como conde (comes) e como duque (dux). A 15.4.869 confirma a doação real da igreja de Santa Maria de Tiñana, em Oviedo, e em 878 actua como juiz em Astorga, junto com seu sogro o conde Gatón. Aparece com confirmante em vários documentos reais, nomeadamente em 885, 13.4.886. Em 887 vence pelo rei a rebelião da Galiza do conde Vitiza, com cujos bens fica. A 30.9.899 confirma a doação de várias vilas no seu condado de Coimbra à igreja de Santiago. Em 876 reconquistou Coimbra aos árabes. Foi conde de Portucale e Tui (895 até pelo menos 7.5.899, quando aparece como «Ermenegildus Tudae et Portugale Comes») e conde de Coimbra (1ro, 878). A 15.2.911 confirma na corte de Leão um documento do rei Garcia. A 20.4. do mesmo ano e a 30.5.912 confirma documentos do rei Ordoño II, seu genro. A 21.1.919 Ermegildo hace donación a Gútier e Ilduara de los bienes que posee y pueda poseer en Bobadela, para que los hereden por mitad con su hijo Mundino (C. TC, f130v, 1ªcol. Celanova 14). C (entre 860 e 870) c D. Ermesinde Gatones, filha do conde Gatón e sua mulher a condessa Egilo. Na partilha de bens de seus netos, de 11.3.934, diz-se: «Ut faceremos inter nos colmellum divisones de villas ex successione avorum nostrorum Hermegildi et Ermesind»- TC, f. 166 r.). A condessa Ermesinde documenta-se como senhora do mosteiro de Santa Maria de Loyo, junto a Lugo. Era irmã de Savarico, bispo de Mondoñedo. A 25.6.927 Patruina hace donación a su sobrino-nieto el obispo Rosendo, por un lado, de la quinta parte y, por otro, de la cuarta parte de otra quinta, que había pertenecido a su hermano, ya difunto, el obispo Savárico, de las vilas de 'Parias', junto al Lena, y 'Edia', junto al Nora, en Asturias (TC, f173r, 1ª y 2ª cols. Celanova 28). O conde Gatón, conde de Bierzo (852) e conde de Astorga (854), falecido em 874, era, segundo a melhor opinião, irmão do rei Ordoño I, como diz o historiador árabe Ahmed Arrazi. Outros dizem que devia ser cunhado deste rei, irmão de sua mulher a rainha Nuña.
1.1. Árias Menendez, -927/, conde de Coimbra (895), documentado em 899 («Arias filius Erminio Comes») até 927, governou também com seu irmão Gutierre o condado de Refojos (do Leça) e os de Caldelas (Orense), Lor, Quiroga, Búbal, Triós, Limia, Salnés, Paramo, Ladra e Sorga (942). Propriedades doc: Canas (Penafiel). Confirma doações reais de 20.4.911, 1.12.914, 18.8.916, 24. 4.918, 18.5.919, 8.8.921, 1.8.922 e 28.6.924. C.c. D. Ermesenda (Enderia), que JM propõe que fosse Ermesenda Gondesendes, que à morte da mãe (947) herdou a vila de Avintes, filha do conde Gondesendo Eriz. Esta filiação parece-me duvidosa, pois neste caso seria sobrinha do marido e sua filha D. Elvira teria demasiada consanguinidade com seu marido Munio Gutierrez.
1.1.1. D. Elvire Árias, doc. em 962, que cc seu primo-direito Munio Gutierrez, adiante.
1.2. Gutierre Menendez, que segue.
1.3. D. Elvire Menendez, rainha de Leão, -921 (sepultada Oviedo). DOC: 919, el rey Ordoño II y su mujer Elvira Menendez otorgan una parte de la villa de Tarsina que fue de "tio nostro Savarico". - 919, Ordoño II y Elvira al monasterio de Triacastela "quod restauravit avus noster Gatón". Foi a 1ª mulher de Ordoño II, rei da Galiza (910-914) e de Leão (914-924).
1.3.1. Sancho Ordoñez, -929, rei da Galiza (924). Cc sua prima D. Gotona Muniz, referida adiante.
1.3.2. Alfonso IV, o Monge, ca 898-933, rei de Leão (926-931). Cc D. Onega Sanches, filha dos reis de Pamplona.
1.3.2.1. Ordoño IV, o Mau, -962, rei de Leão e da Galiza (956-960). C em 958 c D. Orraca Ferdinandi, filha dos condes de Castela.
1.3.3. Ramiro II, ca 900-951, rei de Portugal (924), rei da Galiza (931) e rei de Leão (931-951). C a 1ª vez ca 925 c sua prima D. Ausenda Gutierrez (a), referida adiante, e a 2ª vez, ca 932, c D. Urraca de Navarra (b).
1.3.3.1. (a) D. Tareja Ramirez, rainha de Pamplona. C ca 943 c Garcia III, rei de Pamplona.
1.3.3.2. (a) Ordoño III, -956, rei de Leão (5.1.951) e da Galiza. Teve um filho de sua prima D.Ilduara (Elvira) Paez, referida adiante, onde segue.
1.3.3.3. (b) Sancho I, o Gordo, -965 (envenenado pelo conde de Coimbra), rei de Leão (956-958 e 960-965). Cc D. Tareja Ansures, filha dos condes de Castela.
1.3.3.3.1. Ramiro III, -985, rei de Leão e da Galiza (965), s.g.
1.3.3.4. (b) D. Elvire Ramirez, regente de Leão (966).
1.3.4. D. Jimena Ordoñez, infanta (935 - «genitores mei, dive Arias Menendez»). Num documento de 6.1.935 refere-se a «tius meus domno Guttiere e domne Ilduare».
1.4. D. Ildoncia (Aldonça) Menendez, doc. entre 936 e 942. Cc seu primo o conde Gutierre Osorez. A 9.1.941 Gutierre [Osorez] e Ildoncia [Menendez] hacen donación a Rosendo y al monasterio de Celanova de la vila de Faramontaos y de los 'uillares' de 'Couello' y 'Pacini', anejos a la misma (TC, f20v-21r. Celanova 65).
1.4.1. Ozorio Gutierres, o Conde Santo (958). Ordoño IV chama-lhe «tio nostro Ossorio Gutieriz».
1.4.2. Rodrico Gutierrez, conde (941), cc D. Fronilde Ferdinandi, filha dos condes de Castela.
1.4.2.1. Pelagio Rodriguez, -1005/, conde. C. em 980 c D. Gontinha Ferdinandi, filha do conde Ferdinan Bermudez.
1.4.2.1.1. D. Fronilde Paez, que cc seu primo Ordoño Bermudez, referido adiante.
1.4.3. D. Ausenda Gutierrez, ca 905, rainha de Leão, 1ª mulher (ca 925) de seu primo Ramiro II, acima, onde segue.
1.5. D. Inderquina Menendez «Pala», -/947. Cc Gondesindo Eriz, conde de Lugo, que era irmão de sua cunhada D. Ilduara, acima. C.g. Gondesindo Eriz tem testamento de 21.2.947 onde diz: «ego Gonsesindus, prolis Erus et Adosinda, acepit mulier in coniumgio nomine Enderquina conmento Pala, filia dux Menemdus Gutierizi et Ermesinda, iermana de domna Gelvira regina, que fuit mulier de Ordonius rex, mater Ranemirus principe».
1.6. D. Gudilona Menendez, doc. 915, que cc Lucídio Vimaranes, -922/, conde de Portucale, pressor de Negrelos, que governou com Munio Gutierrez o condado de Ambas Maias ou Ameas, etc. Era filho do conde Vimara Petrus, pressor de Portucale (Porto) em 868. C.g.
2. Gutierre Menendez, ca 865-933, que governou seis condados na Galiza, entre os quais certamente o dos Vascos. Doc. desde 910. Confirma doação de Ordoño II a Lorvão. O rei Alfonso IV em 929 chama-lhe «tio nostro domno Gutierre». A 13.4.918 Gunterigo hace donación a los condes Gútier e Ilduara de las dos terceras partes de la vila de Feá, que había recibido de su tío Ordoño II y de la reina Elvira (B. TC, f172r, 1ªcol. y C. TC, f175v, 1ª y 2ªcols. Celanova 13). A 8.8.[916], em Villa Peraria, Gútier Menéndez hace donación a su mujer Ilduara Eriz de diversas posesiones y le asigna también la mitad de los bienes adquiridos o que pudiera adquirir como gananciales, en los que no participaba con arreglo a la legislación germánica (TC, 198r 1ª y 2ªcols. Celanova 12). A 16.8.929 Alfonso IV concede a su tío Gútier el gobierno de los 'commisa' de Quiroga, Castillón, Saviñao, Loseiro y Ortigueira y la mitad del de Lor (TC, f74v, 1ª col. Celanova 32). A 23.12.927 Sancho Ordóñez rey de Galicia y Alfonso IV presiden la asamblea de magnates, abades y obispos, cuyos nombres se especifican, reunida para tratar de la restauración del monasterio de Santa Maria de Loyo, cuya comunidad se había disuelto después ciertas vicisitudes, que se narran, y para ello delegan en el conde Gútier Menéndez, que nombra abad del monasterio al monje Busiano y, con su mujer Ilduara, concede diversos bienes al citado monasterio y al de monjas que viven junto a la basílica de Santa Mariña, en San Salvador de Portomarín (TC, f62r, 1ª y 2ª cols.-v, 1ª y 2ª cols. Celanova 29). A 16.4.927 em Caldelas, Sancho Ordóñez, rey de Galicia, hace donación a don Gútier y a su familia de la vila denominada 'Villare', situada cerca de Vilanova [dos Infantes] (TC, f182v, 1ª y 2ª cols. Celanova 26). A 9.3.[925] Gútier e Ilduara, como ejecutores testamentarios de Gundulfo y en cumplimiento de lo ordenado por éste antes de morir, dividen sus bienes en cuatro partes, que entregan a los beneficiarios, que son la iglesia de San Salvador y Santa Cruz de Portomarín; Guntina, esposa de Gundulfo; Odrocia, sobrina o nieta de éste; y el abad [San] Rosendo (TC, f29v-30r. Celanova 23). A 9.5.922 el obispo Recaredo [de Lugo], con el cabildo de Santa María de Braga y de Lugo, hace donación a Gútier e Ilduara de la iglesia de Santa Marina, junto al Miño, para que perfeccionen el monasterio que edificaron allí y ejerzan su dominio sobre él (TC, f198v, 1ª y 2ªcols. Celanova 17). Cc D. Ilduara Eriz, ca 871-948/, doc. entre 916 e 958, filha de Ero Ferdinandi, conde de Lugo, e de sua mulher D. Adosinde, e neta paterna do conde Fernando de Castrosiero e sua mulher Gutina. D. Ilduara confirma doação em 937 a Lorvão e fez várias doações a Celanova. Na citada partilha de S. Rosendo com os irmãos, de 11.3.934, diz-se que «... placuit nobis ut faceremos inter nos colmellum divisiones de villas ex successione avorum nostrum Hermegildi et Ermedinde, Eroni et Adosinde vel etiam genitorum nostrum Guttierris et Iduari». A 27.2.938 Ilduara Eriz, viuda de Gútier Menéndez y madre de [San] Rosendo, hace donación al monasterio de Celanova de diversas vilas, ganado, ajuar doméstico y de dos libros para después de su muerte o para cuando ella determine (TC, 5v-6v. Celanova 57). A 30.12.940 Pelayo incomunia a doña Ilduara y a sus hijos la mitad de doce 'villares' como compensación de cinco bueyes que tenía que pagarles, en virtud de condena judicial, por la muerte de un 'iunior' de los citados llamado Froila, que llevó a cabo el otorgante con otros compañeros (TC, f155v, 2ª col.- 156r, 1ª col. Celanova 64). A 27.1.948, Lalino y Ayatro (ou Ariatro) venden a doña Ilduara Eriz una tierra que poseeen en la vila de Arcozello, a orillas del río Leza, territorio de Portugal, y reciben en precio dos sueldos, uno en trigo y el otro correspondiente al valor de un animal que tenían encomendado los otorgantes de la citada doña Ilduara y se les había muerto (TC, f173r, 2ª col.-v, 1ª col. Celanova 82).
2.1. Munio (Mundino) Gutierrez, que segue.
2.2. D. Ermesinda Gurierrez, doc. entre 929 e 934. Cc o conde Pelagio Gunsalvi, conde de Deza (filho do conde Gunsalvus Betotes- «cognomento Bittoti»), doc. entre 915 e 929.
2.2.1. D. Ilduara Paez, doc. entre 961 e 964, que cc seu primo o conde Gunsalvus Menendez.
2.2.2. Árias Paez, diácono que figura na sagração de igreja de Guimarães em 959.
2.2.3. D. Ilduara (Elvira) Paez, que foi amante de Ordoño III (a), -956, rei de Leão (985-999) e da Galiza (982). C depois, ca 956, c seu primo Munio Froilaz (b), referido acima.
2.2.3.1. (a) (N) Bermudo II, o Gotoso, 953-999, rei de Leão (985) e da Galiza (982). C em 991 c D. Elvire Garcez, -1017, filha dos condes de Castela.
2.2.3.1.1. Alfonso V, 994-1028 (Viseu), rei de Leão (999-1028), cc sua prima D. Elvire Menendez, referida adiante, onde segue.
2.2.3.1.2. (N) Ordoño Bermudez, -1024. Cc sua prima D. Fronilde Paez, referida acima, c.g. nos condes de Bierzo.
2.2.3.2. (b) D. Tota (Tutadomna ou Mumadona) Muniz, -1022, condessa de Portucale (1008), que cc seu primo Mendo Gunsalvi, ca 945-1.10.1008, conde soberano de Portucale (997).
2.2.3.2.1. D. Elvira Menendez, 995-2.12.1022, condessa soberana de Portugal e rainha de Leão. Foi a 1ª mulher (1014) de Alfonso V, 994-1028 (Viseu), rei de Leão (999-1028).
2.2.3.2.1.1. D. Sancha Alfonso, 1014/-7.11.1067, que sucedeu ao irmão como rainha de Leão e da Galiza, condessa soberana de Portugal. C 1033 c Ferdinando Magno, ca 1017-27.12.1065, 6º conde (1029) e 1º rei de Castela (1035), conde de Aragão (1037).
2.2.3.2.1.2. Bermudo III, 1016-1037, rei de Leão e da Galiza e conde soberano de Portugal (1028). S.g.
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
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